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Apps, App, Software, “programinha”, aplicações, webapp… O que é tudo isso?

Bem meus amigos digitais, esse post é pra vocês!

Você que não desgruda do celular ou tablet, tá ligado em tudo que é novidade de programas e serviços de internet, usuário de iPhone, Android, Windows Phone vamos, de fato, entender: O que é um Aplicativo?

Em tese, é uma pergunta bem simples de responder. Oras, é um programinha instalado no meu smartphone! — Ok. – E o que diferencia um App de um WebApp? Bem, um App é instalado e um WebApp roda no browser. Fácil assim? Digamos que o buraco é mais em baixo.

É dessas telas e códigos estranhos que sai aqueles app bonitinhos e gostosos de usar.

Tudo que vira febre, recebe uma nomenclatura, cedida pelos usuários em geral. E isso ganha uma teia grudante, que logo podemos comparar com uma teia de aranha gigante. Tudo que tiver dentro do raio dela, pega e gruda, e não sai nem a pau. É o que acontece com muitos modismos, febres e outras coisas do gênero. Vou citar um exemplo pra vocês me acompanharem.

Certamente já leram ou ouviram algo assim: “Qq coisa, manda no meu inbox!”. Isso, na era 2013, remete quase que unicamente ao Facebook. “manda lá, no meu inbox”. Gente, a tradução de inbox é caixa de entrada, e o Facebook não é o único que usa esse termo para direcionar essa ferramenta, todos os softwares de e-mail e IMs têm essa forma de chamar a caixa de entrada. Por que cargas d’água, mensagem privada é Inbox? Eu fico imaginando isso na década de 30. ligo pra alguém e falo “ah, manda essa carta lá no meu inbox“. E fico me imaginando checando aquela caixa de ferro do lado de fora da casa. Ainda bem que não unificaram a DM do twitter pra tudo, mas seria um caso típico.

O que isso tem a ver com o assunto? O cuidado com a desinformação. É gente em massa confundindo o termo App, WebApp e Aplicativo. App não é simplesmente abreviatura de Application, ela remete a um determinado nicho, não é charme nem nada. WebApp também não é só o que roda no browser, um projeto feito em HTML5 rodando dentro de um webview compilado no XCode não deixa de ser WebApp, mesmo tendo que instalá-lo em seu iDevice.

Se for analisar pra valer, a palavra “aplicativos” ficou bastante popular nessas bandas depois que o iPhone recebeu a tal da AppStore (em 2008, se não me engano). Daí era aplicativos pra baixo e pra cima, e logo o termo foi consolidado também para Android, Windows Phone e até computadores. Hoje você lê a palavra “shareware“? Que você tinha que escolher entre um software “freeware” e um “shareware“. Agora tudo é aplicativo. Calma aí, vamos entender a nomenclatura de cada coisa primeiro.

Na década de 90, a computação gráfica tinha um background diferente. Chamo de background o ambiente acessado por verdadeiros nerds: Debug de software, engenharia reversa e toda essa coisa estranha aí. E nesse background tinha um consenso entre Sofware e Application. Normalmente, software era o arquivo executável que iria instalar a Aplicação em seu computador. Um tanto quanto confuso. No meio dessa década, a NeXT (Uma empresa de computadores criada por Steve Jobs) estava trabalhando em seu sistema operacional, denominado NeXTSTEP, que entendia e rodava programas de uma maneira diferente do comum. Para o papo não ficar muito nerd ou técnico demais, o NeXTSTEP tinha um modo Mac de entender as coisas. Até por que, o Mac OS X foi escrito com base no código do NeXTSTEP. Ou seja, enquanto o Windows 95 dava suas panes com DLLs corrompidas ou deletadas, o NeXT já tinha uma maneira diferente de tratar a hierarquia dos produtos: não tinha esse lance de software/aplicação. O resultado disso é aquele “drag to your applications folder to install” do Mac. Ta aí um parêntese: você arrasta o programa pra pasta e executa. Só isso, sem wizard, sem barrinha de progresso, sem nada. É uma aplicação pronta pra usar, feito para uma estrutura pronta pra receber aqueles arquivos, sem ter de acrescentar nada. É a pura aplicação. Daí o termo Application, usado de forma confusa naqueles anos e que passava por pouquíssimos lábios.

Application, um aplicativo ou aplicação que exibe a modo gráfico um ambiente de trabalho, seja qual for o assunto. O Windows só foi aderir esse lance agora, na versão 8.

Uma base pra entender

Application é o modo que você chama o programa executável no computador. No Mac, você encontra esse termo desde a versão 9 (Applications folder). Hoje, por ser um termo comum, qualquer programa de computador é denominado Aplicativo. Particularmente, não consigo chamar de aplicativo aqueles programas pesados que exigem instalação, que dão suporte a extensões e plugins e exigem demais do hardware para trabalhar, como Adobe CS, FinalCut e editores 3D. Acredito que eles são complexos demais para serem denominados assim.

Na era mobile, como até mencionei, quase que relativamente pós AppStore, o termo App ficou comum. É uma encurtação: App-lication. O termo App destina-se unicamente a dispositivos móveis, o que acontece é que está acontecendo uma certa unificação mobile/desktop e por isso o termo App/Application é válido para ambos.

Já os WebApps, são aplicativos que exigem conexão com a internet para ter algum sentido. No Wunderlist, por exemplo, não há necessidade de instalar o aplicativo, você pode acessar o ambiente pelo browser e com a mesma interface do programa. Assim como é o mini painel do iCloud.

Wunderlist: WebApp é idêntico ao aplicativo instalado.

Pode parecer semelhanças pequenas mas é interessante estar por dentro dos nomes corretos, assim entendemos o real sentido dos diversos nomes que encontramos por aí.

Fonte: Choco la Design/Autor: Lucas Haas

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